«Estes textos são apenas ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.»
sábado, 25 de julho de 2020
HOJE SINTO-ME SÓ
Por estar só, convidei a 'Pinquenta" para passar o fim de semana comigo,
Nem a Aika está comigo.
Vem que te faço petiscos,
"De comer e chorar por mais.
Para que nada te falte ainda vai haver gelados, daqueles que tanto gostas de comer comigo, quando estamos na praia".
Respondeu-me:
"Não posso!
Também quero estar sozinha!"
Então fica sozinha, respondi-lhe.
Estranha forma de amar.
Não gostei!
Zangado contigo 'Pinquenta'
Não me convides mais para irmos para a nossa praia às escondidas.
Já lhe roguei "pragas e coriscos".
Não falo mais contigo.
HOJE METI NA CAMA OS LENÇÓIS QUE MAIS GOSTAS
Os Azuis!
Os que mais gostas de ver na nossa cama.
Ainda estão impregnados do nosso cheiro.
Foi neles que fizemos amor pela primeira vez.
Até parece que foi ontem,
Mas já lá vão alguns anos que os compranmos.
Comprámo-los na "loja da esquina" em S. Martinho do Porto.
Quando os viste, disseste:
"Quero estes lençois na nossa cama.
São lindos de mais para estar aqui na montra.
Esta noite vou fazer amor contigo pela primeira vez.
Quero-os na nossa cama,
Quero fazer amor em cima deles".
Assim foi!
Quantas vezes já fizemos amor nos "nossos lençois azuis"?
Sabemos lá.
Mais que as luas que já passaram por nós.
Fazem parte na nossa vida.
Sei o quanto representam para ti e porque não, para nós dois.
Estiveste ausente quase três meses do nosso ninho de amor.
Logo, quando te levar ao colo para o nosso quarto,
Vais sorrir e amar-me - como se, nunca nos tivéssemos amado - quando veres na nossa cama os lençois que mais gostas.
Sinto-me feliz de te fazer feliz.
Quando chegares estarei à tua espera na entrada do nosso jardim com um ramo de flores, as mais lindas do nosso jardim.
As tuas preferidas,
Rosas amarelas.
Não sabes,mas,
Amo-te tanto, mas tanto...
Para além das estrelas.
UM DIA FUGIREMOS OS DOIS
Para onde?
Não sei!
Só sei que irei para onde fores,
Irei contigo,
Peço-te apenas:
Que não vás para próximo do deserto porque é muito quente,
Vai para bem próximo do mar,
Sabes o quanto me faz feliz o mar,
Lembra-te o quanto nos amámos na ultima vez que dormimos juntos do nosso mar.
Não te esqueças do teu perfume de Jasmim.
Espero por ti onde disseres.
Que o mundo seja nosso!
TÃO BOM SENTIR-TE AGARRADINHA A MIM
Mas tão bom!...
Acordar e sentir-te bem juntinha de mim,
De sentir-me agarradinho por ti,
De sentir o meu corpo preso pelos teus braços,
De sentir a tua pele encostada ao meu corpo,
Acordar e ouvir uma voz suave a dizer:
"Bom dia amor meu...".
Uiii
Como te amo Sophia.
sexta-feira, 24 de julho de 2020
'PINQUENTA': MAIS UM FIM DE SEMANA SEM TI
Tão triste 'Pinquenta'
Mas tão triste.
Estar mais um fim de semana sem te ver,
Sem te sentir,
Sem poder beber da tua seiva.
Nem sabes o quanto me custa estar estes dois dias sem te ver.
Já não consigo viver sem o teu corpo,
Sem o teu perfume,
Sem o desejo de ti.
Vêm e não demores muito.
terça-feira, 21 de julho de 2020
Depois de viúva encontrou a felicidade e o prazer da vida
Por: António Centeio
“Tia
Almerinda”, de alcunha, saboreia até não poder mais os prazeres da vida. Calcorreia
tudo que é sitio e não há excursão, desde que esteja ao alcance da sua bolsa,
que não participe a fim de conhecer aquilo que nunca viu, seja longe ou perto.
Pouco se lhe importa se no país
onde vai não percebem o português que aprendeu quando tirou a antiga quarta
classe.
Para a substituir lá estão as “guias de turismo” que servem para
traduzir as suas dúvidas ou embaraços como quando foi à Grécia.
Precisava de um
“penso higiénico” mas na farmácia a que foi não perceberam nada do que dizia.
Chamou a “guia” que em principio deveria saber trocar por outras palavras
aquilo que a Tia Almerinda precisava, como não foi capaz, não está como meios
trocos: aponta com a mão para o sítio que necessitava de protecção. Já estava
traduzido para tudo acabar numa forte gargalhada como é timbre de quem estava
aflita.
Viveu perto de
três dezenas de anos com o seu falecido marido, que era um unhas-de-fome e
ainda por cima lhe dava valentes cargas de porrada. Jamais permitia a quem lhe
deus dois filhos que fosse passear para onde quer que fosse sem a companhia de
quem lhe fazia companhia e pai de seus filhos era. Trinta anos a sofrerem em
silêncio e humilhação.
Quando seu
marido faleceu por via de um acidente, sabe-se nas redondezas que para ela foi
um alívio. Toda a gente sabia que a união era baseada na amargura, mesmo que
escondesse de todos aquilo o que publico era. Na altura que o seu velho Afonsino, galego de nascença e”Caixeiro-Viajante” de profissão estava
para descer para a catacumba seus olhos nem uma lágrima derramaram.
Um galego que
sabia mais que o ”mestre de musica”. Quando vendia os seus produtos fazia um
choradinho que os clientes acabavam por ter «tanta pena do infeliz que mal
consegue sustentar a família». Manhoso de tal forma que até conseguia tirar os
ovos debaixo da galinha sem esta dar por isso. Com falinha mansa dava a volta aos seus clientes, e não só. Das suas
historietas destacava a miséria que seus pais passaram quando da Guerra Civil
de Espanha que tiveram vir descalços para o país vizinho onde seu pai começou
nova vida vendendo sacos de carvão pelos bairros lisboetas.
Tia Almerinda apenas encolheu seu
coração, não pela morte do pai dos seus pequenos, mas por um ser humano que «na
hora do caixão descer à terra da verdade» merece todo o respeito. Pena foi não
ter percebido em vida que afinal de pouco valeu ter sido como era quando tudo
acaba debaixo da terra.
Para mais Afonsino era um mulherengo de “primeira apanha” porquanto se
envaidecia, quando nas partidas domingueiras de dominó e de cavaqueira ter em
cada “Praça” que visitava uma”peça suplente”. Quando no ganho das
partidas recebia o “quarto de litro” a
boca dizia a sete ventos que todas as peças
suplentes mais não era do que amantes. Verdade ou mentira, prove quem ouviu,
mas não consta quem visse ou comprovasse.
Sua mulher, na
altura, na altura do enterramento, lembrou-se daquilo que algumas lhe diziam na
hora da coscuvilhice; ou por seus maridos quando vinham com o grãozito a mais
ou as línguas se enrolava por faltar fôlego de tanto ter escorrido pela
garganta, por via da cavaqueira e das
pedras se terem invertido da posição do ganho: «Oh mulher, sabes que o Afonsino
afiançou na taberna do Chico que em cada terra tem uma amante?».
Diziam os mais
sedentos por carinho das caras metades, bufando as prosas que ouviam e participavam».
Deixai-o vossemecês, homens dum raio, que não podem ver um rabo de saia. Deixa
que te diga que amanhã bem cedinho, quando for buscar os pães ao do Costa já conto tudo à Almerinda».
Ainda nem três
meses tinha passado de luto e já a Tia
Almerinda tinha alterado toda a sua vida. Os filhos já eram praticamente
uns homens e já andavam «com o coiro nas obras» porque não gozar agora daquilo
que o defunto deixou e lhe garantiu como “pensão”
para o resto da vida, desde que não casasse com outro?
Nada então como
aproveitar o resto do tempo que por obra de Deus ainda lhe estava destinado.
Não viesse pior ainda alguma partida do destino e a levasse «desta para
melhor», começou Tia Almerinda e
muito bem, a percorrer tudo que é sitio.
Um dia destes
encontrei-a para os lados das Lapas. De tão diferente estar e passados tantos
anos de desencontros e de ausência, quer pela sua parte quer pela minha como
ainda das nossas famílias, nem nos conhecemos.
Toda janota,
fizemos recuar o tempo cerca de cinco anos, altura em que nos vimos e
conversamos pela última vez. Senti-me deveras inconformado pela altivez e
conhecimentos de quem tinha conhecido como uma pessoa humilde e de poucas
falas. Ao pé dela, depois de a ter ouvido sintetizar os seus percursos e demais
histórias, reconheço que não passo de um ignorante, tal é a bagagem cultural
que adquiriu por ter percorrido mais países em seis meses que eu durante toda a
minha vida.
Na hora de
despedida, mesmo que antes tenha levado com uma seca de história e vistos
montes de lembranças dos mais variados países, que na sua casa estão pendurados
e expostos na sala de jantar «para que todos possam saber que quem os expôs é
uma mulher viajada» assim o disse.
O próximo
passeio vai ser ao Egipto. Prometeu-me trazer um escaravelho daqueles que dão sorte; não um escaravelho qualquer mas daqueles embalsamados numa mixórdia qualquer
que quem os tiver «tem sorte toda a vida». Como mensagem final: «bendita a hora
que o Afonsino foi desta para melhor,
caso contrário, já andava para aí aos caídos»
segunda-feira, 20 de julho de 2020
FINALMENTE VAMOS CASAR
A meio desta estava todas as noites dois peruanos a tocar musicas peruanas.
Era obrigatório pararmos para escutarmos os peruanos.
Foi com ela que começei a gostar desta música.
Um dia ofereci-lhe o CD dos ' Ink'a Gold'..
Abraçou-se a mim porque nunca ninguém lhe tinha oferecido algo e beijou-me como uma apaixonada que beija quem ama.
Nascia assim uma grande amizade e um grande amor.
Mas um Grande Amor, mesmo.
Nunca mais nos separamos para passarmos a viver em comum
Adorava-a.
Perdia-me pelos seus lindos olhos.
Perdia-me pelos seus lindos olhos.
Olhos bonitos sempre me seduziram.
Quando olhava para os olhos deste meu grande amor era como entrasse dentro dele.
Fomos felizes durante muitos anos.
Ontem encontramo-nos na cidade do Lis.
Pela noitinha quando nos despedimos deu-me a "paga do CD"
"De hoje a oito dias vêm mais cedo para irmos bem cedo para o aeroporto.
Toma é para ti..."
Era o meu bilhete de avião para irmos até ao Perú.
Fiquei sem palavras.
Mas não ficou por aqui.
"Traz o melhor de ti porque vamos casar no Perú e depois regressemos à minha cidade (Leiria) porque vamos viver aqui.
Já não volto para onde estava.
A nossa vida vai ser aqui..."
A Sophia continua a ser aquela caixinha de surpresa que sempre conheci.
Nunca lhe disse não aos seus desejos-
Talvez seja por isto que nos amamos tanto.
Quanto ao seu lado rebelde:
Adoro-o!
Nunca lhe disse não aos seus desejos-
Talvez seja por isto que nos amamos tanto.
Quanto ao seu lado rebelde:
Adoro-o!
Amo-te Sophia
O homem que passava as tardes no Cemitério
Por: António Centeio
Apenas tinha dez
anos quando partiu, acompanhado de seus pais para a Venezuela. Estes foram em
busca de melhores dias porque não encontravam no seu país as melhorias que
alguns começavam a mostrar depois de alguns anos noutros países, quer mais
avançados quer com melhores condições. A cidade de Caracas era um mundo
novo, dando na altura aquilo quer todos queriam e procuravam: melhores
condições de vida.
Gaspar, assim se
chamava, aqui cresceu e se fez homem
como lá casou e teve dois filhos que
sempre foram a sua razão de viver. Só regressou a Portugal, de vez, quando sua esposa faleceu, tendo sido
sepultada na localidade do marido. Pouco lhe valeu as dezenas de anos ausente e
distante das origens.
De tanta labuta,
apenas conseguiu amealhar “meia dúzia de patacas” que lhe deu apenas para
“mandar construir uma modesta “casita de dois andares” na sua terra de
nascimento “. Um para arrendar, cuja receita se juntaria ao pouco que possuía e o outro para gozar o
resto do tempo junto da sua companheira”. Do último não teve esse privilégio.
Mesmo com apenas
uma dezena de anos nunca se esqueceu das suas raízes. Setenta anos esteve
separado da terra que o viu nascer como de quem fez parte da sua infância e do
melhor período da sua vida, a época escolar. Quando regressou tudo tinha mudado
como muitos dos petizes que se lembrava já não existiam. Outros nunca foram localizados. Tudo se tinha transformado.
Até para aqueles, quando do seu regresso
às origens, nem tão pouco o conheciam ou se lembravam dele.
Um ou outro,
faziam lhe lembrar “o tempo passou e tudo foi esquecido ” deixando na sua
avançada idade lembranças de um passado do qual nunca se conseguiu separar. Em
vez de viver o presente remexia naquilo que deveria ser as “memórias do tempo”.
No passar dos anos e na ausência dos seus mais
queridos, mais do que nunca, precisava de ocupar o tempo de maneira que algo de
novo lhe surgisse no horizonte. Nunca conseguiu. Então, como fazer reviver aquilo que já não
existia? Passou a ocupar o tempo passeando na sua velha bicicleta, ora para
cima ora para baixo a fim de fazer as suas “visitas obrigatórias”.
Chovesse ou
fizesse Sol, as manhãs do dia, eram passadas na entrada das “urgências do hospital”
vendo quem chegava ou saía. Quando alguma ambulância se aproximava, apertava o
seu casaco, que utilizava diariamente,
para ver quem precisava de cuidados e para ver com os seus próprios
olhos o estado do doente ou ferido. Se por alguma razão, o sinistrado
apresentava a seus olhos alguma mazela estranha, perguntava a quem o tinha trazido, as informações que o pudesse elucidar como das razões do
sucedido. Apenas abandonava o hospital quando a “hora da bucha” se aproximava.
Se pelo caminho encontrasse alguém a quem pudesse descrever resumidamente tudo
o que soube e assistiu, as informações seriam prestadas ao detalhe, se não
encontrasse, tudo continuaria como nada tivesse acontecido. Um homem estranho
mas bem-educado e amigo de cumprimentar todo aquele com quem se cruzasse,
tirando a cada um, o boné que lhe cobria a calvície numa de “educação e
respeito para com o terceiro”.
De tarde, logo
que fosse aberto o portão do cemitério, que ficava situado ao fundo da rua do
hospital, Gaspar entrava no local do “fim de tudo” para começar a visitar campa
por campa, como em cada uma, se voltava de frente, tirando primeiro o boné a
fim de fazer a vénia como sinal de respeito a quem ali estava sepultado.
Tivesse-o conhecido ou não, merecia dele a respectiva deferência.
Assim ocupava as
tardes. A sua presença notava-se em todos os funerais que se realizassem e à
família do falecido derretia-se em salamaleques como sempre tivesse conhecido
quem já ”deixou fazer parte do mundo dos vivos”.
Tudo anotava
numa “velha agenda de bolso” para que a sua “fraca memória” não o viesse a
“atraiçoar quando menos esperasse”. O suficiente para ao longo do tempo, saber
melhor do que o coveiro onde se “encontra enterrado fulano ou beltrano”. Se
alguém perguntasse ao empregado “onde está a campa de….”. o funcionário para
não se incomodar e, muito menos ter que ir consultar o livro de registos,
indicava “aquele senhor acolá dá-lhe a resposta do que quer saber”.
Foi entre duas
campas do terreno tantas vezes calcorreado por Gaspar que numa tarde quente e
abafada lhe deu “qualquer coisa” para cair repentinamente inanimado
no chão. O coveiro que apenas gostava de sair do seu refugio quando a
tal fosse obrigado, mesmo assim sempre de má vontade ou, no “Dia dos Finados” que se colocava à
entrada do espaço com a mão estendida a fim de receber a gratificação daquilo
que não fazia, porque bastante astuto
que era, gostava de dizer aos familiares dos falecidos “dou sempre uma olhadela
por aquilo que é seu” só ao fim de três
dias é que deu pela falta do “companheiro de silêncio” para o encontrar onde
menos esperava.
O funeral do Gaspar considerado por muitos como “Maluco do
Cemitério” teve como acompanhantes o “cangalheiro e seus ajudantes” e o
respectivo coveiro que neste dia e para este funeral contou com a ajuda de um
novo aprendiz.
domingo, 19 de julho de 2020
QUANDO TE "PERDESTE" PELOS MEUS OLHOS?
Lembras-te quando me pediste para acabar com o meu casamento porque estavas "perdida pelos meus olhos?"
Já passaram tantos anos.
Quando saímos do nosso emprego, pedias-me sempre:
"Vamos ao Café do Varela para conversarmos.
Gosto de falar contigo para ver os teus olhos".
Tenho saudades destes tempos e do amor que tinhas por mim.
Nunca te amei,
Mas gostava de ti.
Ainda hoje gosto de ti.
Recorda os meus olhos nesta foto.
VEIO SEMPRE A MEU LADO, COMO SE...
Este distanciamento que criastes entre nós dois não tem sido bom para ti nem para mim.
Os dias têm-me sido difíceis de suportar.
Até a solidão se tornou minha inimiga.
Para não estar sozinho e a solidão não me derrubar de forma traiçoeira, hoje, depois do almoço, fui até à nossa praia.
Ao contrário do que me é habitual, não desci para depois subir.
Hoje subi para depois descer.
Deixei o carro próximo do cais.
Depois fui a pé pelo paredão até à minha capela, a de "Santo António".
Não vi pessoas conhecidas,
Mas vi alguém parecido contigo.
Este "alguém" também me olhou de forma estranha.
Curiosamente também subiu no 'elevador' comigo.
O cheiro do perfume era igual ao teu.
Apenas a diferença estava no cabelo.
O teu é curto e grisalho,
O dela comprido e preto escuro.
Sentou-se ao meu lado mas nunca falou para mim.
Tinha o mesmo sorriso do que o teu.
Quando chegamos ao "Sítio" fui até à igreja falar com "não sei quem" - coisas da minha fé - para depois ir ver, lá de cima, o mundo de uma outra forma e olhar para onde já fui feliz.
Quando estava a comprar o bilhete para descer, atrás de mim, estava ela novamente também para comprar o bilhete.
Sentou-se outra vez junto de mim.
Quando saímos eu fui pela ruela que me leva até à 'ladeira', a da Igreja.
Ela seguiu pela rua do "Cação" a do restaurante onde costumamos jantar.
Olhou para mim e...com a mão mandou-me um beijo.
Quando cheguei próximo da casa do "Salva Vidas" cruzou-se comigo.
Depois veio sempre a meu lado até ao meu carro.
O carro dela estava junto do meu.
Eu entrei no meu e ela no dela.
Quando ia a entrar disse-me:
"Gostei de estar e andar a teu lado".
Com a mão mandou-me outro beijo e disse-me, modo despedida,
"Acreditas em Almas Gémeas?
Eu sou a tua!"
Fiquei não sei como.
Estou em casa e nervoso com tudo isto.
Tu, Joana, que gostas de mistérios, o que me dizes sobre isto?
PAIXÕES
Hoje sinto o desejo do teu corpo quente,
O corpo que me domina,
Que me faz gemer,
Que me descontrola,
Que me faz ficar sem pudor,
A razão que dá lugar à devassidão.
Mas que...
São as nossas paixões.
A razão que dá lugar à devassidão.
Mas que...
São as nossas paixões.
sábado, 18 de julho de 2020
PINQUENTA, HOJE NÃO...
Hoje não me peças mais nada,
Estou cansado de escrever.
Continuas a ser a minha fonte de inspiração,
É em ti,
É nos teus cabelos (lindos),
É nos teus óculos,
É no teu corpo,
É nos teus desejos carnais,
que me inspiro.
Continuas a ser a fonte da minha inspiração.
Sabes disto!
Mas sabes que não gosto de ti,
E muito menos te amo,
Tenho sim uma grande consideração por ti.
Tudo é resto é "paisagem".
O que fazemos e pensamos os dois, isso é muito nosso.
Pinquenta não me peças mais nada hoje.
Estou esgotado.
Vou-me deitar e pensar em ti.
É TÃO TRISTE A SAUDADE
E hoje tenho tantas saudades,
Porque já não vejo o amor há "mais de que tempo",
Tenho tantas saudades de ti e de mim,
Até tenho saudades das saudades dos dias eu que fazíamos amor.
Por causa das saudades do amor.
Daquele amor que me ensinaste a ter, já hoje chorei,
E eu que não gosto nada de chorar.
As minhas lágrimas eram salgadas,
Como salgado era o gosto da tua transpiração, quando te lambia, depois de tanto amor termos feito.
Como transpiravas amor!
Como eu gostava de lamber as tuas costas para beber a tua transpiração.
Tão triste as saudades.
Dizia-te:
"Estás toda suada.
Deixa-me beber o teu suor.."
E tu...
"Suados estão os cavalos e suor tem os cavalos.
Eu estou transpirada.
Bebe-me toda.
Até onde tu mais gostas".
Hoje tenho tantas saudades,
De ti e de mim.
SE HOJE JANTASSES COMIGO SERIA À LUZ DE VELAS
Mas não jantas.
Pena.
Sabes como gosto de tornar as noites românticas
Para que depois quando o dia começar o amor dos nossos corpos seja uma espécie de "dois em um".
Mas não faz mal.
A tua cadeira está vazia.
Não faz mal.
Será sempre tua.
Nunca ninguém se sentará nela.
JÁ NÃO OUVIRÁS O SAXOFONE A CHORAR
Porque te foste embora antes do tempo,
Assim, nunca mais ouvirás o saxofone a chorar enquanto dançavas comigo.
Nunca sentirás o prazer do meu corpo encostado ao teu,
E muito menos sentirás o meu perfume.
Tu,que:
Tanto querias dançar comigo,
Que tanto querias que o teu corpo fosse apertado pelos meu braços,
Tu, que tanto me disseste quando dançasses comigo que eu te lambesse o pescoço.
Não sabes mas, o Saxofone está neste momento a tocar para mim.
Não está a chorar,
Mas estou eu.
Porque:
amei-te como nunca tinha amado alguém
E...
Tenho saudades de ti.
sexta-feira, 17 de julho de 2020
A ISADORA VOLTOU A ZANGAR-SE COMIGO
A minha paciência por este amor secreto está a chegar ao limite.
Uns dias diz que me "ama mais que o mundo";
Outros que sem o meu amor a "vida deixa de fazer sentido".
Já não acredito nela.
De tempos a tempos desaparece.
Faz-me lembrar aquelas cadelas que quando estão com o cio fogem de casa dos donos para irem namorar.
Depois no fim de satisfeitas regressam a casa famintas.
Assim é o comportamento da Isadora para comigo.
Já não volta a zangar-se comigo.
Acabou!
O meu amor não merece esta forma de amar.
EMILIA, É PARA TI
Para ti, que és poetisa, Emília, que no meu funeral o céu fique escuro de tanta pomba sobrevoar as tábuas do meu caixão e que do céu venham folhas minúsculas de hortenses, a flor preferida da minha mãe e da árvore que me irá aconchegar nas profundezas da terra que caia uma folha para cima da tampa do meu caixão para me fazer companhia como aquela que caiu em cima do caixão de Ana Margarida.
Sabes quem foi a Ana Margarida?
Nunca saberás porque é um segredo muito meu que guardo no meio do meu coração e que tantas lágrimas me faz correr quando a Lua olha para mim e me diz::
" António,tens muitas saudades dessa linda menina não tens?"
São nestes momentos que sinto entrar pela varanda da minha casa o aroma do jasmim a flor que Ana Margarida tanto gostava.
Quando Ana Margarida desceu para as profundezas da terra, deitei para cima do seu caixão um lindo ramo destas flores,
Ainda hoje sinto a dor na minha alma quando ouvi a primeira pá de terra a cair em cima do caixão da minha querida Ana Margarida
Por isso Emilia gosto de ler as tuas palavras e sentir o sabor amargo das tuas lágrimas quando escreves cuja humidade fica escondida nas palavras que tanto gostas de escrever
Cara Emília como vês temos gostos idênticos
quinta-feira, 16 de julho de 2020
HÁ SONHOS QUE ESTOU A PERDÊ-LOS PELO CAMINHO
Porque sempre sonhei que os meus sonhos seriam repartidos contigo,
E afinal andas tão distante,
Tão indecisa,
Sinto-me sozinho nos caminhos que trilho.
Alguns até fazem doer a minha alma.
Não sei se vou aguentar por muito tempo.
Cansado de andar sozinho.
Até o mundo já viu que estou a perder os meus melhores sonhos.
Orgulho-me de ti miudo
Valeu a pena passar o que passei,
Valeu a pena andar por onde andei,
Orgulho-me muito de ti.
És um filho maravilhoso.
Que as estrelas continuem a brilhar no teu caminho
SOU UM APAIXONADO PELA VIDA
Adoro a vida,
Gosto de um olhar bonito,
Gosto de ver uns olhos bonitos a brilhar,
Gosto de quem ama o mar como eu;
Que é capaz de estar uma noite inteira junto do mar apenas para ouvir o barulho das ondas,
Ou para ver a lua a beijar o mar,
Gosto de mulheres que sabem dizer palavras sensuais,
Gosto de mulheres atrevidas mas que saibam conversar,
Gosto de quem gosta do amor porque o amor é a mais bela fonte de inspoiração.
Gosto de ter poucos mas bons amigos.
Continuo a ser um apaixonado pela vida.
HOJE, JÁ CHOREI TANTO POR TI
ESTAVAS LINDA
Nunca gostei de partidas e muito menos de despedidas.
Hoje quando vieste à proa do navio dizer-me adeus,
Meu Deus como chorei.
A minha alma desfaleceu por completo quando o meu Eu me disse:
"Manda-lhe um beijo e não deixes de olhar para ela.
Nunca mais a voltarás a ver!"
Tu também sabes que nunca mais nos voltaremos a ver e muito menos a ser um do outro.
Quando o navio zarpou e deixei-te de ver, chorei tanto por ti Amor Meu mas tanto.
No meu regresso, passei pela tua casa e beijei o "puxador" da tua porta.
Ainda tinha o cheiro do teu perfume.
Passei o meu lenço e trouxe-o comigo com um pouco do teu perfume.
Quando morrer, pedirei aos meus que no meu caixão o lenço me acompanhe.
Estou de rastos!
quarta-feira, 15 de julho de 2020
COISAS DO TEMPO...
Com saudades dos meus sonhos de jovem.
Alguns realizei-os;
Outros perdi-os;
Outros não me deixaram realizá-los.
Seja como for:
Continuo a gostar de sonhar.
E de sonhar contigo,
Porque és um dos meus sonhos que ainda não consegui tornar realidade.
A MINHA PELE ESTÁ SALGADA
" Acabei de tomar banho.
A minha pele está como tu gostas.
Salgada...
Lambe-a!
Todo o meu corpo sabe a mar.
Adoro ser tua quando estou assim.
Lambe-me o corpo todo.
Mas...
devagarinho"
terça-feira, 14 de julho de 2020
Azul, claro
Uma linguagem sem som. Sem palavras. Uma linguagem onde tudo pode ser dito apenas num olhar. Azul, claro. Como mais nenhum outro.
TORNEI-ME ENFIM CAPAZ DE SER EU PRÓPRIO…
Depois de tanta tempestade cair em cima de mim tornei-me enfim capaz de ser eu próprio.
Eu não seria quem sou sem a minha intuição. Acreditei naquilo que sentia, sem que mais ninguém acreditasse. Arrisquei loucuras em nome de uma loucura ainda maior. Ousei esperar por mim onde ninguém sabia o meu nome. Escolhi aquilo que poucos escolheriam. Avancei sem orar ou pedir opiniões.
PERDI A VONTADE DE AGRADAR A QUEM NÃO AGRADO...
De amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo selectivo e altivez…
segunda-feira, 13 de julho de 2020
NÃO VOU E PRONTO…
A Pinquenta
convidou-me para ir jantar ao “Cação”
e..
“Depois
do jantar vamos passar pela casa onde já fomos felizes”.
Nem penses Pinquenta
Passar pela
nossa ruela,
NUNCA!
Não vou e
pronto!
Sabes bem quais
as razões.
“Nunca
voltes onde foste feliz mesmo que o coração te diga para ires!
APETECE-ME IR TER CONTIGO
Porque tenho saudades de passear contigo de mãos dadas pelo paredão.
Quando o Sol se põe é quando mais gostamos de passear.
É nesta altura que o nosso mar tem outro cheiro e que o dia começa a despedir-se de nós.
Mas antes já descemos no "elevador".
Como gostamos de descer e subir.
Juntinhos e aconchegadinhos.
Hoje quando ai chegar vou deixar o carro cá em cima e desço pelo que nos há-de trazer para cima.
Também me apetece "um" de chocolate e baunilha".
Vamos comprar dois.
Tu lambes do meu
Eu lambo do teu.
Depois quando te beijar deixo-te na tua boca um pouco do meu chocolate,
Quando tu me beijares dás-me a tua baunilha.
Até mais logo
HOJE VAMOS OS DOIS LÁ ACIMA...
Hoje, pela noitinha subiremos de mão dada a ladeira que nos levará lá acima.
Quase, quase no fim do cimo está a nossa capela,
Aquela onde nos conhecemos e de onde um dia saimos de alianças nas mãos.
Também na "d'cimo" batizamos o fruto do nosso amor como lá vimos pela última vez quem tanto amámos.
A nossa filha!
Estava linda dentro do caixão.
Já estou a chorar Joana!
Já passou algum tempo desde que metemos as flores mais lindas em cima das tábuas que levou o nosso amor.
É tempo de "subirmos a ladeira" como dizia a Ana Margarida.
Quero lá ir, tu também, ver o local onde pela última vez estivemos juntos da nossa filha.
Quero dar descanso à minha alma e mostrar-lhe que sou capaz de sentir o cheiro do perfume que a minha filha levou para debaixo da terra.
Depois, Ana...
Vamos guardar na nossa memória as imagens que nunca deveríamos recordar.
E vamos começar uma nova vida.
Quando iniciar o novo dia quero estar nos teus braços para partir para um novo ciclo.
Se a nossa ffilha fosse vida diria:
"Quero que os pais se amem".
Vamo-nos amar para sempre.
Hoje vou ter em mim uma nova alma e tu serás o alimento dela.
Amo-te Joana.
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